Explorando o Deserto do Atacama – A Aventura de Uma Vida!
Explore o Deserto do Atacama, um dos lugares mais extraordinários do mundo! Desde passear por lagoas coloridas e dunas de areia, até acampar sob o céu noturno repleto de estrelas, desfrute desta paisagem inspiradora e seus muitos mistérios.
Mas, eu vou com você nesta jornada, e vou mostrar para você o que fazer no Deserto do Atacama! 😊
Chegando em San Pedro
Quando cheguei em San Pedro de Atacama a primeira coisa que me veio à mente foi: O deserto é vermelho! Aonde quer que você vá, você terá essa sensação. Aquele tom está espalhado pela cidade, dando um ar especial ao local.
E, antes de viajar, leia o post “Deserto do Atacama: 13 dicas essenciais para planejar sua viagem”. Ali você verá informações de quando ir, o que levar, dicas para não passar frio, não ter queimaduras de sol, não passar fome e muito mais.
Aproveite e garanta já seu seguro-viagem! Ele é seu companheiro de viagem. 😊
Um pouquinho sobre o Deserto do Atacama
Localização
Localizado no Chile, mas se estendendo até o Peru e a Argentina, o Deserto do Atacama é o mais alto do mundo, chegando a 6.885m de altitude e é também o mais seco. Geralmente a umidade do ar fica entre 15% e 29%.
A cidade mais próxima é San Pedro do Atacama e é aí que a maioria das pessoas montam base para fazer seus passeios. A cidade é bem simples e até parece que parou no tempo.
Do mesmo modo, as agências que oferecem os passeios, as casas de câmbio e tudo mais parece muito artesanal. Em outras palavras, esse ar de cidade esquecida dá um tempero a mais à viagem, e aumenta o desejo de desbravar esse lugar rústico.
Mal de Altitude
Outro ponto importante para falarmos é a altitude. Aqui no Brasil não estamos acostumados com grandes altitudes. Desta forma, quase metade do nosso território se encontra abaixo dos 200 m.
Por isso, muitas pessoas sentem o mal de altitude, também conhecido como “soroche”. Os sintomas só aparecem algumas horas após a chegada, por isso o ideal é não sair no dia que você chegar à cidade, para que seu corpo tenha tempo de se adaptar.
Aproveite para ver o post sobre Machu Picchu e Bogotá. Essas cidades também ficam em grandes altitudes.
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Faltam as passagens? Resolva aqui! 🙂
Roteiro de 6 dias
Pessoal, aqui eu proponho um roteiro de 6 dias. Eu só tinha esse tempo disponível, então, não pude incluir mais coisas e não queria fazer tudo na correria.
O bacana é você curtir o momento, relaxar e sentir a energia do lugar. Fazer 10 passeios sem respirar não é uma boa ideia, principalmente considerando a altitude.
No entanto, se você deseja aproveitar mais o Deserto do Atacama, tente reservar 7 ou mais dias inteiros. Você vai amar! Vai por mim!
Importante!
Os valores das entradas não estão incluídos nos valores cobrados pelas agências. Eu coloquei ao final de cada atração o valor da entrada e uma base do que as agências estão cobrando em 2023.
Desta forma, você poderá calcular quanto precisará reservar para os ingressos e para os passeios.
E não deixe de ler o post “Onde ficar e comer no Deserto do Atacama – Dicas imperdíveis!“.
Dia 1: Valle de la Luna, Valle de la Muerte (Vale da Lua, Vale da Morte/ Marte)
Este é um passeio de meio dia e é o mais popular do Atacama. A distância de San Pedro de Atacama até o Vale da Lua é de apenas 20km e os vales estão a 2.500 m de altitude. Este foi o primeiro passeio que fizemos e, acredito que é o primeiro passeio que a maioria das pessoas fazem.
Geralmente ele acontece no turno da tarde, pois muitas agências terminam esse tour na Pedra do Coyote para que os turistas possam contemplar um lindo pôr do sol.
Todo mundo diz que o Vale da Lua lembra a lua por causa dos buracos, que parecem as crateras lunares e, que o Vale da Morte (ou vale de Marte) parece com o planeta Marte.
Eu concordo com as duas teorias! Parece mesmo, apesar de eu nunca ter estado em Marte, nem ter pisado a lua (não me ocorreu nada melhor para dizer rs!). Se você já visitou esses vales, me diga o que achou, sem mencionar Marte!
Curiosidade
O guia explicou que aquela região já foi mar há milhares de anos atrás. Inclusive aquelas conchinhas que catamos no mar já haviam sido encontradas naquela região.
E, enfim, nosso passeio começou pelo Vale da Lua.
Anfiteatro
Passamos pela formação rochosa chamada Anfiteatro.

Três Marias
Vimos a formação rochosa conhecida como Três Marias, que tem mais de um milhão de anos. Segundo o nosso guia, um turista quebrou a cabeça de uma das “Marias” quando se encostou para tirar uma foto… aff…

Duna Mayor
Em seguida, subimos a Duna Mayor e fomos até o mirante. A vista é de tirar o fôlego! Eu amo lugares diferentes, mas esse deserto foi além das minhas expectativas! Dali você consegue contemplar o Anfiteatro de outro ângulo.

Caverna de Sal
Depois fomos para a Caverna de Sal. O guia pediu que deixássemos tudo na van, exceto os celulares para usarmos como lanterna, pois a passagem dentro da caverna era muito apertada em determinados pontos e, orientou também, que se alguém tivesse algum tipo de fobia, que aguardasse na van.
O guia pediu, ainda, especificamente para mim, que não levasse a criança, mas eu me fiz de desentendida e levei e, essa história eu conto no meu livro “Causos de Viagens – (Des)venturas de uma família viajante“. O Livro físico você encontra a UICLAP e o digital na AMAZON.

E essa caverna é um verdadeiro desafio. Em algumas partes você precisa quase escalar para subir. Em outros pontos você precisa quase pular para descer e, ainda tem o desafio do teto que fica bem baixo em algumas partes e você precisa se envergar para não bater a cabeça.
No fim, entre mortos e feridos todos se salvaram! Saímos ilesos, sem nenhum arranhão. Minha filha, que estava com quatro anos, vibrava como se tivesse ganhado um presente e eu, suava porque uma pessoa sozinha já não é fácil, imagina com uma criança…
Vale da Morte
Depois do desafio da caverna, fomos em direção ao Vale da Morte (ou Vale de Marte). As formações rochosas ali são bem pontiagudas. Na verdade, esse nome “Vale da Morte” pode ter sido erro de pronúncia. Alguns lugares se referem a este vale como “Vale de Marte”.

Existem outras teorias sobre o nome, mas acredito que esta explicação seja a mais próxima da verdadeira história (minha opinião).
Pedra do Coyote
E, para encerrar o dia com chave de ouro, fomos assistir ao pôr do sol na Pedra do Coyote. Foi um verdadeiro espetáculo da natureza. Ali o interessante não é olhar para o sol se pondo, e sim, para as diversas cores que reluzem nas montanhas do lado oposto. Simplesmente magnífico!
Um detalhe importante: A ponta da Pedra do Coyote está interditada, pois apareceram rachaduras. Então, você não vai conseguir aquela foto lá pontinha, como a maioria das pessoas gostariam de ter.
A entrada custa $ 10.000,00. Estudantes, maiores de 60 anos e crianças até 12 anos pagam CLP 5.000. As agências cobram, em média, $ 35.000,00 para adultos e $ 30.000,00 para crianças até 12 anos.
Dia 2: Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebinquinche
Esse passeio ocupa a metade do dia e, geralmente acontece à tarde. As lagoas estão a 2.400 m de altitude e cerca de 20 km da cidade de San Pedro. Bem pertinho!
Laguna Cejar
Eu já tinha ouvido falar que a concentração de sal na Laguna Cejar era tão alta, que a pessoa não conseguia afundar, mas eu queria testar! Queria fazer igual naquelas fotos em que a pessoa se senta no Mar Morto com um livro na mão, como se estivesse numa cadeirinha!
Por isso, assim que chegamos à Laguna Cejar, eu rapidamente me enfiei na lagoa. Na verdade, não me enfiei na Laguna Cejar porque é proibido nadar ali, mas na lagoa ao lado, a Laguna Piedra, eu me joguei!
E voilà! Que delícia! Mesmo quem não sabe nadar pode se arriscar ali, porque você não vai conseguir afundar! A água é geladinha, mas se você for no verão, isso não será um problema.
Mas eu não ousei molhar meus cabelos. Pessoal, é muito sal. Só de imaginar aquela água salgada nos meus olhos eu já estava sentindo eles arderem! E, quando saí da água e fui andando em direção aos vestiários, eu fui ficando com a pele esbranquiçada por causa do sal.
O lado bom é que existem banheiros no local e você pode retirar o excesso de sal do corpo.
E para completar o cenário, o Lincancabur está lá, e parece seguir as pessoas onde quer que elas estejam! Você vai avistar esse vulcão de várias partes do Deserto do Atacama.

Ojos del Salar
Assim que saímos dali, seguimos para os Ojos del Salar. O guia nos explicou que se chamam “ojos” porque lembram os dois olhos. São duas crateras cheinhas de água doce, para você se recuperar do sal da lagoa anterior (rsrs). Mas as crateras são fundas, por isso, se não souber nadar, não entre.

A origem dessa água doce é incerta, no entanto, é sabido que ela vem de fontes subterrâneas.
Laguna Tebinquinche
Nossa parada seguinte, e última do dia, foi a Laguna Tebinquinche.
É muito sal para todo lado!
E para finalizar nosso dia em alto estilo, fomos assistir ao pôr do sol, fazendo um piquenique. Geralmente as agências servem o pisco sour. Carro chefe, né?

A entrada da Laguna Cejar custa $ 15.000,00 e a Tebinquinche custa $ 5.000,00. As agências cobram, em média, $ 30.000,00 por pessoa.
Dia 3: Centro de San Pedro e Termas de Puritama
Centro de San Pedro de Atacama
O Centro de San Pedro de Atacama por si só já é uma grande atração. Ali você vai encontrar restaurantes, feirinhas de artesanato (que são ótimas para adquirir umas lembrancinhas), várias agências de viagens, casas de câmbio e a simplicidade de um lugar que parece ter parado no tempo.
Aproveite para se sentar na praça, observar o vai e vem das pessoas e tomar um sorvete.
Bem pertinho da praça, fica a Igreja de San Pedro de Atacama, que foi construída em 1745, com pedra, adobe e madeira.

A prefeitura fica em frente à igreja, ao lado do posto policial (Carabineros).

A rua principal desse povoado é a Caracoles e, ali no centrinho mesmo, você poderá visitar o Museu Arqueológico R. P. Gustavo Le Paige, cuja exposição conta com peças pré-colombianas e da cultura atacamenha.
Na verdade, ele está fechado desde o início da pandemia, mas verifique aqui no site do museu se já houve alguma mudança nessa condição.
Termas de Puritama
E à tarde, nada melhor do que relaxar nas Termas Puritama. “Puri” significa água e “Tama”, quente. As termas ficam a 28 quilômetros ao norte de San Pedro de Atacama e 3.500 m de altitude.
No período do inverno, para os que sentem frio, o melhor horário para visitar o local é a parte da manhã, pois bate sol. No entanto, como a água fica em uma temperatura em torno de 28º C e 35ºC, acredito que isso não faça muita diferença (só quando você sai da água, aí faz sim!).

Neste sentido, as Termas de Puritama são mantidas pelo Hotel Explora. São oito piscinas naturalmente aquecidas, porém a primeira delas é reservada aos hóspedes. Quanto mais você sobe, mais aquecida é a água.
E o que falar do cenário? No meio de cânions você encontra aquele paraíso, um verdadeiro oásis no meio do deserto. Eu nem queria sair dali, de tão gostoso e relaxante… ai, ai…
Funciona de segunda a domingo das 9h e 30 min até às 17h, horário que todos precisam sair das instalações. A entrada custa $ 15.000,00 para crianças entre 3 e 12 anos e maiores de 60 anos. Para os maiores de 12 anos a entrada custa $ 30.000,00.
As agências cobram em torno de $ 20.000,00 por pessoa.
Dia 4: Salar de Atacama (Laguna Chaxa), Lagunas Altiplánicas Miscanti e Miñiques, Vilarejo Toconao
Nosso passeio para o Salar de Atacama começou bem cedinho, por volta das 8h, na friaca da manhã do deserto, portanto, já prepare o agasalho.
Esse é um passeio de um dia, pois são quase 120 km de San Pedro de Atacama até chegar nas lagoas, que ficam a 4.200 m de altitude. Alguns passeios incluem Piedras Rojas.
Nossa primeira parada foi na Laguna Chaxa para ver os flamingos e havia vários deles ali! Claro que imaginei uma quantidade um tanto maior, mas eles eram lindos!

Outra coisa que me deixou maravilhada foi a paisagem. Dali é possível ver vulcões e montanhas com o pico com neve.
Ademais, o que não falta é vulcão no Chile. Acho que é igual ao Rio de Janeiro no verão, que tem um sol para cada pessoa! A diferença é que no Chile deve ter um vulcão para cada habitante kkkk!
Brincadeiras à parte, nosso tour seguiu e o guia nos explicou que havia três tipos de flamingos naquela região: o Flamingo de James, o Flamingo Andino e o Flamingo Chileno. Vou explicar rapidinho a diferença entre eles.
Flamingo de James
Essa é a menor espécie de flamingo e eles têm as penas brancas, com colorações rosadas e estrias de cor avermelhadas nas penas. Além disso, possuem uma pele vermelha ao redor dos olhos. O bico é menor do que o das outras espécies e tem uma parte preta.
Flamingo Andino
Os flamingos andinos têm médio porte e têm o corpo rosado pálido. Eles têm um triângulo preto na parte posterior do corpo, as patas são amarelas e seu bico é preto e amarelo.

Flamingo Chileno
Os flamingos chilenos possuem ao menos um terço do bico rosa, sendo o restante preto. Suas pernas são cor de rosa, com uma tonalidade de rosa mais escuro nas juntas. Os mais jovens têm as pernas amarronzadas.
E os flamingos passam o dia todo comendo esses bichinhos aí.
Depois, seguimos para as Lagunas Altiplánicas Miscanti e Miñiques. A paisagem é simplesmente bela. O azul é tão vivo e as cores são tão incríveis, que parece que estamos vendo uma pintura em tela.
Essas lagoas são formadas pela água de degelo da Cordilheira dos Andes. No inverno fica tudo congelado.
Primeiro, paramos na Lagoa Miscanti. E bem diante dela fica o vulcão Miscanti. Que vista!

Depois fomos conhecer Lagoa Miñiques, que é menor.

Eu amei as vicunhas que ficam por ali! Mas eu sou meio “Felícia” (aquela personagem desenho animado “Pinky e o Cérebro”, que fica agarrando os ratinhos). Não posso ver um bichinho que tenho vontade de levar para casa! Mas, não se preocupem! Não incomodei nenhum deles!
Na volta passamos pelo vilarejo Toconao. Olha o tamanho desse cacto!
O local é bem pequeno, mas vale a pena conhecer. As construções são de adobe. Ali você encontra algumas lojinhas de souvenirs, porque a gente não pode deixar de trazer um pedacinho desse deserto para casa!
Porém, o mais importante é poder contribuir para o crescimento da economia local. Seja um turista responsável!

As crianças aproveitaram para brincar um pouco na pracinha.

A entrada da Laguna Chaxa custa $ 2.500,00 e as Lagunas Altiplánicas custam $ 2.500,00. As agências cobram, em média, $ 30.000,00 por pessoa.
Dia 5: Salar de Tara
Finalmente chegou o momento de fazer os passeios de maior altitude. O Salar de Tara está a 4.800 metros acima do nível do mar e fica a 140 km de San Pedro de Atacama.
O Salar de Tara faz parte da Reserva Nacional de los Flamencos, assim como o Salar de Atacama.
Mirante
Além disso, este é um passeio que ocupa o dia inteiro e, neste sentido, nossa primeira parada rumo ao Salar de Tara foi no Mirante. Dali você terá ótimos ângulos para fotografar o magnífico Licancabur.
Eu babei em todos os lugares por onde passei! Foi uma das melhores experiências de viagem que tive!

Porém, nós tivemos alguns contratempos rsrs! Nossa van apresentou defeito, mas meu marido ajudou o motorista e o guia e, finalmente resolveram o problema. Depois, seguimos viagem sem nenhum outro desespero!
Monjes de la Pacana
Nós passamos pelos Monjes de la Pacana, que são formações esculpidas nas rochas ao longo dos milhares de anos pelo vento. Algumas formações passam de 20 m de altura!

Catedrais de Tara
Ainda no caminho, avistamos as Catedrais de Tara. São uns paredões de rocha simplesmente deslumbrantes. Ah, um detalhe importante: Não há banheiros no deserto, por isso, nosso guia parou no meio do nada, onde havia muitas pedras e disse que ali seria nosso sanitário.
Confesso que foi uma experiência interessante, escolher uma pedrinha para chamar de minha e fazer xixi ali. Cada pessoa foi para um lugar mais reservado, mas ainda assim era possível ver as pessoas em seus momentos, aliviando o ventre. Fascinante… 😊

Salar de Tara
E nossa parada para o almoço foi no Salar. O guia montou nosso piquenique e nos servimos. Que sensação de liberdade! E comer aquela comidinha deliciosa ali sensacional! Nosso guia era bem divertido e foi uma atração à parte!
Peguei meu almoço e fui contemplar as cores, a vegetação, aquelas montanhas, os flamingos e me perdi em meus pensamentos. S2!
Na volta, nosso guia perguntou se nós brasileiros já conhecíamos neve. Não havia outros brasileiros no grupo. Eu disse que não. Ele parou a van e descemos e estava começando a nevar. Era uma poeirinha, mas foi incrível!
Seguimos viagem depois de ver a “neve” e, para concluir esse passeio maravilhoso, olha como estava o céu.
As agências cobram entre $ 60.000,00 e $ 70.000,00 por pessoa (não se cobra ingresso).
Dia 6: Gêisers do Tatio, Vado Putana e Pueblo Machuca
E este foi nosso último passeio no Deserto do Atacama. Nos levantamos às 4h da manhã, pois a nossa van nos buscaria em torno das 4h e 30 min. Difícil foi tirar as crianças da cama. Nos vestimos igual a uma cebola, pois a temperatura de madrugada cai muito.
Para você que vai com crianças menores de 6 anos, a dica é procurar uma agência que leve crianças. A maioria não leva. Eu fiz os passeios com a Vive Atacama.
Gêisers do Tatio
Os Gêisers do Tatio ficam a 4.320 metros de altitude. Levamos quase duas horas para chegar. Os gêisers entram em atividade entre 6h 30 min e 7h 30 min, por isso as pessoas precisam madrugar.

Quando chegamos ainda estava clareando. Olhei o termômetro e fazia -11ºC. Nunca senti tanto frio! Minha mão congelava, apesar de eu estar com luvas. Eu mal conseguia abrir a carteira para pagar as entradas.
Enfim, começamos a desbravar o local e os gêisers começaram a fumegar. Que coisa linda! Pareciam verdadeiros vulcões miniaturas, cuspindo água fervendo. A temperatura da água pode chegar a 80ºC.
Por volta das 8h e 30 min eu já sentia que a temperatura ambiente estava subindo.
Ali você pode aproveitar para se esquentar na piscina termal, cuja temperatura chega aos 40ºC. Claro que não é tão fácil tirar a roupa naquele frio. Eu declinei desta oportunidade, mas as pessoas estavam bem animadas na piscina.
Vado Putana
Em seguida, passamos pelo Vado Putana. O guia nos contou várias histórias sobre o porquê deste nome. Uma das histórias não era nem um pouco ortodoxa rsrs, mas valeu o momento de descontração!
Ficamos ali um pouco, admirando a paisagem e tirando muitas fotos para registrar tamanha beleza. Tem até um mini mirante.

Essas aves aí no Rio Putana se chamam tagua cornuda. Elas fazem o ninho dentro da água.
Pueblo Machuca
Então, seguimos para o Pueblo Machuca. O guia nos explicou que aquele povoado estava abandonado, mas cerca de seis famílias (indígenas atacamenhos) durante o dia atendiam os turistas, mas essas pessoas não residiam no local.
As construções são feitas de adobe. Vimos a igrejinha, que fica no alto de um morro.

E comemos churrasco de llama. Além de bonitinhas elas são saborosas (me perdoem!).

A entrada para os gêisers custa $ 10.000,00 e as agências cobram a partir de $ 40.000,00 por pessoa.
O que mais você pode fazer?
Valle del Arco Íris
Nesse vale você vai ver muitas cores! Devido à concentração de carbonato de cálcio, argila e óxido de cobre, as rochas assumem cores esbranquiçadas, avermelhadas e esverdeadas. Não é o passeio mais procurado do deserto, mas se você tiver tempo, certamente vale a pena conhecer a região.
A entrada custa $ 3.000,00 e as agências cobram entre $ 30.000,00 e $ 40.000,00 por pessoa.
Piedras Rojas
A notícia boa é que desde novembro de 2021 o local foi reaberto ao público.
Anteriormente a visitação estava proibida, pois um brasileiro praticou kitesurf no local, causando danos ao meio ambiente. Isso aconteceu em 2017.
E seja como for, leve agasalho, pois, ali venta muito! Piedras Rojas fica em uma altitude 4.200 m. O tom avermelhado e as pedras arredondadas, em contraste com o azul da lagoa, dão um toque especial ao local.
Este passeio geralmente é feito em conjunto com as Lagunas Altiplánicas, mas pode variar de uma agência para a outra.
As agências cobram entre $ 50.000,00 e $ 95.000,00 por pessoa.
Zona arqueológica (Pukara de Quitor)
Essa zona arqueológica está apenas a 3 km do centro de San Pedro de Atacama. É comum as pessoas irem lá de bicicleta.
Esta cidade, na verdade, era um forte, e foi construída no século XII para proteger a cidadela. Lá de cima é possível ter uma bela visão de vulcões e da cidade de San Pedro.
A História conta que mil atacamenhos enfrentaram os soldados do espanhol Francisco de Aguirre. Claro que os atacamenhos foram derrotados, pois não tinham o poder de fogo dos espanhóis.
A entrada custa $ 3.000,00 e funciona de segunda a domingo, das 8h e 30 min às 18h. Detalhe importante: só estão aceitando cartão de crédito. Esta é uma exceção.
Escalar o vulcão Licancabur
Se você tem espírito aventureiro, este passeio certamente será de outro mundo! São dois dias para desbravar o Licancabur (um para subir, um pernoite e o outro para descer).
O Licancabur tem 5.900 metros de altura e fica na fronteira do Chile com a Bolívia. Geralmente esse passeio só pode ser feito depois que a pessoa está no deserto por, pelo menos, três dias.
Este passeio gira em torno de $ 300.000 por pessoa.
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